Como o BOB cuida dos dados de quem estuda
Versão 2026-09-1 · Público: alunos do Fundamental II (11 a 15 anos)
Em uma frase
Coletamos o mínimo possível — apelido e série —, a conversa do aluno é particular dele, e o responsável pode pausar o uso a qualquer momento.
O que coletamos
| Dado | Para quê |
|---|---|
| Apelido | Para o BOB chamar o aluno pelo nome |
| Série | Para adequar linguagem e conteúdo à idade escolar |
| Código de acesso | Identificador de login, gerado por nós |
| Conversas com o BOB | Para o aluno rever o que estudou |
| Respostas do diagnóstico | Para descobrir o jeito de aprender |
| Preferências de estudo | Para ajustar letra, contraste, voz e ritmo |
NÃO coletamos: nome completo, CPF, RG, endereço, telefone, e-mail do aluno, dados de saúde nem diagnóstico de deficiência.
Sobre foto. O aluno pode mandar uma foto do que ele fez — a folha com a conta, o desenho, o objeto que achou em casa — para o BOB responder sobre aquilo. A imagem é enviada à inteligência artificial da Anthropic, em servidores nos Estados Unidos, duas vezes: uma para o BOB responder e uma para a verificação de risco.
Os dois prazos da foto são diferentes, e os dois importam. Nós não guardamos a foto: ela não fica na conversa nem em arquivo nenhum nosso. Mas isso não quer dizer que ela desaparece no mesmo instante — do lado da Anthropic a imagem segue os mesmos prazos do texto, explicados adiante: em regra até 30 dias, com a exceção que pode chegar a 2 anos.
Pedimos, na própria tela, que a foto mostre só o que o aluno fez, sem pessoas — mas ainda não verificamos o conteúdo da imagem, então hoje essa parte depende do aluno. O tratamento detalhado da foto está em revisão jurídica, e este aviso será atualizado quando ela terminar.
O aluno entra por código (ex.: ABCD-1234), não por e-mail —
e-mail de criança é dado pessoal desnecessário para o BOB funcionar.
Sobre as preferências de estudo
Perguntamos como a criança prefere estudar: tamanho de letra, contraste, voz, apoio. Nunca perguntamos se ela tem alguma deficiência.
Essas respostas são tratadas como dado sensível: ficam guardadas separadamente e só o próprio aluno as vê — nem a escola, nem o professor, nem a família.
Quem vê o quê
Esta é a parte mais importante — e é garantida pelo próprio sistema, não é só uma promessa de política:
| Aluno | Família | Professor | |
|---|---|---|---|
| Conversas na íntegra | sim | não | não |
| Perfil (a abelha) | sim | sim | sim |
| Temas estudados | sim | sim | sim |
| Resumo do que aprendeu | sim | sim | sim |
| Preferências de estudo | sim | não | não |
A conversa do aluno é particular dele. Família e professor acompanham por temas e resumos — nunca lendo o diálogo.
A única exceção
Se o BOB perceber sinais de que a criança pode estar em sofrimento ou em risco, um trecho limitado da conversa pode ser mostrado ao responsável designado — para cuidar dela. Nesse caso:
- fica registrado numa trilha que não pode ser apagada (quem viu, quando e por quê);
- o aluno é avisado de que isso aconteceu, com respeito e sem culpa.
Inteligência artificial e onde os dados ficam
Onde os dados ficam guardados: em servidores do Google Cloud no Brasil (região São Paulo). O cadastro, as conversas, os resumos e o registro da sua autorização ficam todos aqui.
O que sai do Brasil, e por quê: para escrever a resposta, o BOB precisa consultar um modelo de inteligência artificial da Anthropic (Claude), que funciona em servidores fora do país. O texto do que a criança escreveu é enviado para lá, com tráfego cifrado, e volta a resposta. Isso acontece três vezes a cada mensagem — para escrever a resposta, para verificar sinais de risco e para atualizar o resumo — e mais uma vez por conversa, para classificar o assunto. Quando o aluno manda uma foto, a imagem sai do país junto com o texto, em duas dessas três: a que escreve a resposta e a que verifica sinais de risco.
Essa transferência é necessária para o serviço existir: sem ela não há tutor. Ela está prevista na Lei Geral de Proteção de Dados (art. 33) e é feita para a finalidade que você autorizou — ajudar a criança a estudar — e para nenhuma outra.
Treinamento: a Anthropic está contratualmente proibida de usar essas conversas para treinar os modelos dela — é cláusula do contrato comercial que temos com ela, não uma promessa nossa.
Por quanto tempo fica lá: a Anthropic apaga as conversas dos servidores dela — texto e fotos — em até 30 dias. Há uma exceção que você precisa conhecer: quando os sistemas automáticos de segurança dela marcam uma conversa como possível violação das regras de uso, aquela conversa pode ficar guardada por até 2 anos.
Isso pode acontecer justamente em conversas delicadas — quando a criança fala de algo pesado, de sofrimento ou de violência. É o mesmo tipo de conversa que o BOB avisa você sobre, quando percebe um sinal de risco. Achamos importante você saber disso antes de autorizar, e é por isso que está escrito aqui.
O que NÃO é enviado: nome completo, CPF, telefone, endereço e e-mail da criança não existem no sistema, então não acompanham a mensagem. O que vai é o texto da conversa — e, quando o aluno manda uma foto, a imagem dela.
A imagem é a exceção, e você precisa saber disto: nós não anexamos o nome de quem escreveu, mas não temos como garantir o que a foto mostra. Se a folha fotografada tiver o nome do aluno escrito no alto, ou se aparecer alguém na foto, isso vai junto. É por isso que a tela pede uma foto só do trabalho, sem pessoas — e é uma das coisas que estão em revisão jurídica.
Direitos do responsável
A qualquer momento, pelo painel da família ou pela escola, você pode:
- Ver quais dados existem sobre a criança;
- Corrigir apelido e série;
- Pausar (revogar) a autorização — o acesso bloqueia na hora;
- Pedir a eliminação dos dados.
Pausar não apaga o registro de que houve autorização: a lei exige que a evidência do consentimento e da revogação seja preservada.
Dúvidas
Fale com a escola ou com o encarregado de dados do BOB.